por paulo eneas
A defesa das transparência e lisura nas próximas eleições, contra a possibilidade de fraude eletrônica, será a bandeira política mais importante desse segundo semestre, ao lado da luta contra a violência e a criminalidade e pelo direito de defesa. Os brasileiros de bem têm a obrigação cívica e moral de saírem às ruas para exigir que as próximas eleições sejam limpas e que assegurem a livre manifestação da vontade da maioria da população. O Crítica Nacional tem uma posição clara e inequívoca a esse respeito, pois defendemos:

a) O fim das urnas eletrônicas e votação em cédula impressa, como acontece em outras democracias do mundo.

b) Apuração aberta ao público, acompanhada e fiscalizada pelos eleitores e representantes de candidatos e de partidos.

A votação em cédula de papel a ser depositada na urna manualmente pelo eleitor garante que a vontade do eleitor seja respeitada. As urnas eletrônicas hoje carecem de qualquer legitimidade e confiabilidade ante o eleitorado, pois não dá ao eleitor a segurança de que o voto computado corresponda àquele que expresse a vontade do eleitor na cabine. Por sua vez, o processo de apuração eletrônica em sala secreta distante do público e do eleitor torna ilegítimo o próprio processo de apuração.

Defendemos o processo de apuração manual fiscalizada pelos eleitores. Ainda que esse processo manual seja mais lento, pois não há urgência na proclamação dos resultados, uma vez que os eleitos tomam posse somente cerca de dois meses após a eleição. Portanto, nada justifica exigir rapidez na apuração. O uso de tecnologias, por sua vez, deve estar submetido ao princípio da transparência do voto e do processo de apuração, e não ao contrário, como ocorre com a votação eletrônica e a apuração secreta nas salas da justiça eleitoral.

É imprescindível que inicie-se nesse segundo semestre um amplo movimento na sociedade em defesa da democracia e da transparência nas eleições e no processo de apuração. A primeira manifestação em favor dessa pauta já está marcada, e ocorrerá no próximo dia 20 de agosto na cidade de São Paulo. A manifestação será uma iniciativa conjunta do grupo São Paulo Conservador, do movimento de Ativistas Independentes, entre outros,  e com o apoio e endosso do Crítica Nacional.



Outros movimentos também estão marcando manifestações para o mês de setembro em defesa dessa pauta. O grupo Direita São Paulo e o grupo Juntos Pelo Brasil, também com o apoio do Crítica Nacional, organizarão outra manifestação no início de setembro, para a qual daremos ampla divulgação. 

#CriticaNacional #TrueNews


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6 COMENTÁRIOS

  1. Senhor Paulo Eneas

    Lamento profundamente discordar com vossa Senhoria, mas em muitas “democracias” livres espalhadas por este planeta onde as eleiçoes se realizam por votos de papel, conferidas e reconferidas por todos membros da mesa eleitoral, estão perfeitamente coniventes com a Democracia.

    Mas, depois de contados e conferidos, os números de votos apurados são enviados para a sede das eleições, sempre situadas nas capitais.
    Depois, aí, nessas “democracias” de primeiro mundo, os numeros de votos apurados, são muitas vezes alterados para favorecer determinado partido ou determinado político não eleito, tal como aqui sucedeu com os dois criminosos ministros do STF, Dias Tifolli e Levandowsky.

    ” A democracia é o pior regime político (depois de todos os outros) [Winston Churchil]

    O conceito de igualdade no Brasi é muito subjetivo, e nada irá mudá-lo.

    Por exemplo, temos o “dilema do prisioneiro” pode fazer-se com dois grupos ou com duas pessoas, mas de modo a que uns não saibam a informação que é dada aos outros. Dá-se a seguinte informação: “Por serem suspeitos de um crime, estão presos. Contudo e porque a polícia não tem provas suficientes para vos condenar é-vos oferecido o seguinte acordo:

    – Se um testemunhar contra o outro e o outro permanecer em silêncio, o que confessou sai livre enquanto o cúmplice que ficou em silêncio, cumprirá 10 anos de cadeia.
    – Se ambos ficarem em silêncio, só poderão ser condenados a 6 meses cada um.
    – Se ambos traírem o companheiro, cada um leva 5 anos de cadeia.“

    Cada prisioneiro toma a decisão sem saber que decisão o outro vai tomar. Nenhum tem a certeza da decisão do outro. A questão que o dilema propõe é: o que vai acontecer? Como irá reagir cada um?

    Será que ambos vão cooperar para minimizar a pena ou ser que algum, confiando no silêncio do outro, trairá o colega para ganhar a liberdade? Este caso é o exemplo de um problema onde é necessária sintonia e discernimento na tomada de decisão, pois só dessa forma, os dois poderão ganhar.

    Com isso, quero dizer que a questão como vota, não irá conduzir-nos a lado algum enquanto não houver respeito pele cidadania e suas ações.

  2. mesmo as eleições sendo limpas, só elegemos menos de 40% das cadeiras, o restante é eleito através do coeficiente eleitoral pelas oligarquias aderentes ao estamento burocrático

  3. Está faltando um item nesta pauta.
    Os canalhas do congresso já disseram que, assim que terminar suas férias, o foco será qual a “formula” de votação para 2018. A lista fechada é de total prioridade aos bandidos.

  4. O voto obrigatório por si só já é uma afronta á democracia. Meu apoio a esses movimentos democráticos que evidenciam nossa carência de legitimidade eleitoral. A mídia difundiu a facilidade da apuração rápida como algo de se orgulhar, mas é outra falácia propagandista feita para justificar a implantação desse sistema eletrônico. Convencem a sociedade de que estamos evoluindo, mas na verdade estamos retrocedendo politicamente.

  5. E estamos atrasados nesta iniciativa! Esta pauta é urgente e necessária! Se não vencermos nesta pauta não haverá credibilidade no processo eleitoral… Simples assim!

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